Uma história sem começo – parte 4

 

Por Talyta Singer

De Marizes a Violeta

Pelos idos de 2004, Marizes, Luciano e Flávia moravam em Ribeirão Cascalheira. Anthony, o outro filho de Marizes, trabalhava como músico em Goiás. Lá, surgiu o Triêro, um grupo musical que só merece anteção nessa história mais tarde. O Triêro viajou para Itacaré, Bahia, para se apresentar nos bares cheios de turistas. Marizes e Luciano também foram. Venderam os móveis e produziram sacos e sacos cheios de brinquedos artesenais.

Os brinquedos artesanais, como era de se imaginar, estão para o circo e para a cultura tradicional assim como as cantigas de roda. Marizes e Luciano já confeccionavam vários deles: traca-traca, mané-gostoso, escadinha de Jacó, joão-teimoso, escalador, rói-rói, berra boi, vai-vem, juca-pedaleiro, bonecos de ventriloquia, currupius e alguns outros. Todos feitos de madeira, plástico reciclado, tecido, fitas coloridas e barbantes. Encantadores de tão simples e que fazem qualquer um voltar pra uma infãncia, até aquelas cercadas de brinquedos eletrônicos. (Vale mais um parentêses. O circo folclórico preserva muitos elementos das culturas populares, além da história do reisado,  da música e da dança os grupos que fazem parte da União dos Artistas do Povo preservam as brincadeiras de criança e os alimentos da terra. Numa expressão artística vivenciada culturalmente todos os dias.)

Em Itacaré, eles faziam cortejos pelas ruas. Luciano fazendo graça do alto de suas pernas de pau, o Triêro acompanhando e Marizes.. se transformou em Violeta. Uma palhacinha com balões nas temporas que sempre tenta ensinar coisas a Pintadinho, nunca com sucesso.Marizes/Violeta aqui é também um ponto de encontro, foi através dela que Luciano encontrou o Triêro. Assunto para o final dessa história.

* Esse texto foi extraído do projeto “Cismografia” elaborado por Talyta Singer

Anúncios
Essa publicação foi escrita por Flavianny Tiemi e publicada em 04/09/2010 às 16:16. Está arquivada em Histórias e marcada , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Uma opinião sobre “Uma história sem começo – parte 4

  1. Pingback: Uma história sem começo – projeto Cismografia « Cia Volta Seca

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: